As fontes da arte moderna - Giulio Carlo Argan

Qual o sentido de se publicar nos nossos dias um texto sobre arte moderna de 1960? A simples documentação de uma tendência interpretativa já seria uma justificativa — sobretudo quando se trata de trabalho de um dos mais importantes críticos deste século. No entanto, podemos exigir mais. Em função dos rumos que a arte contemporânea vem tomando, este ensaio de Giulio Carlo Argan ganha uma dimensão extremamente atual. O recente debate sobre modernismo e pós-modernismo — a que Novos Estudos CEBRAP tem tentado dar subsídios, com a publicação de alguns artigos de importância, como o de Alberto Tassinari (vol. 2 no4), o de Fredric Jameson (no12) e o de Perry Anderson (nol4) — tem trazido à tona algumas interrogações que, se mal delineadas, não passarão de falsos problemas. A renovada oposição entre sensação e estrutura, espontaneidade e racionalismo, visão mítica e clareza formal, realização artesanal e impessoalidade parece querer reatualizar, um tanto canhestramente, a tão pouco histórica polaridade entre romantismo e classicismo que Argan, ao passar em revista as fontes do modernismo, soube mediar de forma admirável.


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