CINEMA NOVO, um modo brasileiro de fazer cinema - Mariana Gesteira da Silva
"No Brasil, durante a primeira metade do século XX, houve o intento de se produzir filmes que se equiparassem àqueles feitos nos países desenvolvidos tanto na expressão, como na produção. No entanto, o resultado frustrado da empreitada deu origem a filmes que, em geral, eram ignorados ou rechaçados por intelectuais e por críticos. Deste modo, essa produção tornava-se credora dum modelo, que, por não ser alcançado, entrou para a história como um cinema de má qualidade, fracassando duplamente: primeiro porque não alcançava o original, sendo uma cópia inferior; segundo, porque a dita imperfeição na feitura do filme não era validada, no interior do país, como uma maneira própria de fazer cinema. Somente em 1955, com o lançamento de Rio 40º graus, de Nelson Pereira dos Santos, rompeu-se essa relação, pois pela primeira vez se buscava fazer cinema liberto do modelo das cinematografias dominantes no que concerne à produção e, sobretudo, à expressão."
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